E vai passando. Rápido demais. Engolido por uma nostalgia estranha do inacabado.
Começo a me perguntar como foi que aconteceu toda essa vontade de dar despedida a terra que se quer abaixar a cabeça e beijar de amor. A essa terra que traz desejo. Que guarda consigo a mão que se quer apertar, o peito que se quer abraçar e a boca de sabor envenenado que se quer beijar. Vai ver então a vontade apareceu depois de provar esse saboroso veneno doce que depois te faz afogar a cara na espuma de um travesseiro que nunca foi bom pra dormir, muito menos pra se afogar.
Esse adeus premeditado vem acompanhado de uma estada eterna no ambiente quase selvagem de relações que não se sabe quando findarão. Essa insustentabilidade toda que paira sob o ar ,que ora cheira lavanda, ora cheira bosta, faz buscar a corrente de mar que faça levar à terra de ninguém.
Terra que vai me mandar de volta, e fazer parar com os presságios ilusórios.
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